Alarmar as simetrias.
Resguardar os cotovelos dentro do espaço em frente ao peito fechado. Contando um conto e esperando que nada surja e contamine o vazio. Ir colocando pontos finais como se fossem vírgulas. Para fazer surgir a falsa ideia que se escreve mais do que se é (eu em mim, escrevendo-me mais do que não sou).
Aflige-me o barulho sem intencionalidade, como se fosse um afogamento propositado, mas, também me aflige o caos que exist no meio do meu fingido silêncio.
O doloroso propósito da descoberta de quem eu sou.
Comecemos a cada instante (eu e eu mesma sou este plural) a construir o inventário do meu ser.
O que me compõe? Que notas afinam o meu silêncio?
Solta-se o fio. Faço o remendo.
Continuo.
Pico-me com a agulha, gemo.
Continuo.

